terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sempre quis

Que fizesse de mim o seu tempo. Na falta de coragem ou suspiros eu sempre quis. Um eu singular e na maioria das vezes egoísta. Mera tentativa de ser feliz. Isso, eu sempre quis.

Que os nossos sentimentos não fossem com o vento. Uma carona apressada, sem nenhum ou pouco alento, ousa fazer esmaecer o que tenha sido o nosso sustento. Ah! Esse maldito vento!

Será que foi muito rápido? O olhar, o toque, o cheiro e o beijo? É ódio? Intermitências de um coração jovem e superficial? Na ansiedade do nada, prefiro as palavras. Nuas e sinceras. Temerosas e diretas.

E você me deixa assim. Na necessidade do beco, das dúvidas e da perdição. Com pensamentos insólitos e muito distantes. Esvai da minha vida com um não. E assim você se vai de mim.

Isso eu sempre quis. Amor imperfeito e de cetim. Coroa de flores, pequenos tremores, vida amarela e calçada de pedra. Amor, isso eu sempre quis.

Definitivamente. Sempre quis.