domingo, 7 de outubro de 2007

O mar

O vento mexia a palhoça, enquanto o som das ondas parecia embalá-lo

O mar realmente era a coisa mais bonita que vira no dia... A saudade apertada rasgava-lhe o peito

Sentiu que uma lágrima beirava o suicídio...

Enquanto os grãos de areia se desmontavam como a sua própria vida.

O olhar era direcionado ora para o chão ora para o céu. Como nunca, quisera voar. Invejou os pássaros por alguns instantes. Parou... Percebeu que a água corria entre seus dedos enchendo-o de uma sensação específica... Inquietante...

Nem percebeu, mas ao reparar já morria o dia. As sensações estavam expressas em seus olhos, que pareciam brilhar com o reflexo do sol na água.

E ele quis, e muito, fugir para o horizonte. Para sempre. Finalmente poder dormir com o sol.

3 comentários:

Mi (: disse...

Ah.. E será que o pássaro tem inveja da nossa capacidade de sonhar dormindo e acordado??

Hmm... Ele nem sabe sonhar..

Mas nós podemos voar no sonho e na realidade.. Ainda bem =)

Ana Flávia Alberton disse...

Com o vento, os grãos de areia se desmontam e desmancham as dunas para construir outras, em outros lugares. Assim também é a vida. Nem sempre se pode dormir com o sol, mas basta saber que ele sempre volta para dar contorno às coisas.

Bom saber que você faz parte do mundo do blogueiros.

=**

Franciane disse...

ahhhhh esse texto...

ahhhhh esse Renato..

[me faz um bem danado!]