terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sempre quis

Que fizesse de mim o seu tempo. Na falta de coragem ou suspiros eu sempre quis. Um eu singular e na maioria das vezes egoísta. Mera tentativa de ser feliz. Isso, eu sempre quis.

Que os nossos sentimentos não fossem com o vento. Uma carona apressada, sem nenhum ou pouco alento, ousa fazer esmaecer o que tenha sido o nosso sustento. Ah! Esse maldito vento!

Será que foi muito rápido? O olhar, o toque, o cheiro e o beijo? É ódio? Intermitências de um coração jovem e superficial? Na ansiedade do nada, prefiro as palavras. Nuas e sinceras. Temerosas e diretas.

E você me deixa assim. Na necessidade do beco, das dúvidas e da perdição. Com pensamentos insólitos e muito distantes. Esvai da minha vida com um não. E assim você se vai de mim.

Isso eu sempre quis. Amor imperfeito e de cetim. Coroa de flores, pequenos tremores, vida amarela e calçada de pedra. Amor, isso eu sempre quis.

Definitivamente. Sempre quis.

9 comentários:

Lian Tai disse...

Nossa, que poesia linda! Li, reli e li de novo!

Ana disse...

Que lindo Pirei... Ah o amor!

Mayara Vila Boa disse...

Ficou lindo!

Anônimo disse...

o bom é quando os devaneios resultam em palavras tão bonitas e cheias de significado. parabéns pelo blog!

Anamélia Sampaio disse...

o bom é quando os devaneios resultam em palavras tão bonitas e cheias de significado. parabéns pelo blog!

Bridget Jones disse...

Oi, moço.

Vim visitar seu blog e me deparo com um rapaz das letras, über talentoso e sensível! Só me encho de orgulho em saber q temos leitores de tão alto nível.

Grande bjo

BRID

João Andrade disse...

Prosperidade é caminhar à luz da providência ACESSE: www.girodigitalnews.blogspot.com

Denise disse...

e no risco vai se apostando tudo, querendo tudo, e ouvindo gritos de vida!

tudo muito bonito por aqui!

um beijo

j.qualquercoisa disse...

Lindo... texto muito bom. Adorei o blog.
Abraços

Joaquim Neto