domingo, 6 de janeiro de 2008

Num pedaço de neve eu risco um sol amarelo - Meu terceiro mês...

Rússia, São Petersburgo - Janeiro de 2010

Brrrrr!!! Quanto frio! Minhas mãos estão congelando enquanto escrevo. Nesse momento, para te contextualizar, estou sentado em frente ao palácio de Inverno ao lado do rio Neva. O palácio é lindo, e foi construído para abrigar as famílias czaristas (depois explico o que é, tá?) durante o inverno. Ele tem mais de mil janelas! Haja espaço para tudo isso.

O frio russo apesar de rigoroso é lindo. Os laços invisíveis de carinho me confortam a todo instante, exatamente quando penso que estou me sentindo só. Esses dias, senti que você pegou em minha mão. Foi verdade ou truques de minha imaginação?! Era tão quente, calor humano entende? Ah, claro que sim. Alguém assim tão querido não haveria como não saber.

Esses dias me peguei pensando se são piegas as cartas que te escrevo. E de forma alguma quero cobrar-te respostas, mas é que eu fiquei realmente curioso. Imagino você com o colar de estrelas no pescoço, abrindo os envelopes com aquelas mãozinhas curiosas. Os olhos brilhantes, flamejando vontade e desejo de saber mais.

Confesso que você está ajudando a me encontrar. Sinto-me num parque de diversões, onde tudo é alegre, mágico e misterioso. Faço planos com meus sentimentos e busco meus caminhos. O fato de você existir me anima. A idéia de amar você me fortalece. Quero lembrar de tudo para sempre, para todo o sempre. Eu, você e as estrelas.

PS.: Você sabia que os peixinhos possuem apenas seis segundos de memória?
PS2.: Eu já ia me esquecendo... como você está?

6 comentários:

Ana Lídia disse...

É bonito percorrer tantos caminhos do coração...
Bonito amar assim.

Ana Flávia Alberton disse...

Definitivamente um texto aconchegante. Tantas palavras. Parece real.

=*

&#9835 Ludy Pimenta disse...

Oie!! :)
Primeira vez que entro no teu blog...
gostei muito...
além de "socialista" é um ótimo escritor.

beijos

Anne disse...

Eu li um livro e me lembrei que anotei muitas frases dele. Acho que tem um trecho que se encaixa perfeitamente com o teu blog e faz com que essas cartas pareçam mesmo reais: "Viajar sozinho é empreender uma jornada por terras devastadas. Se amar o bastante porém, às vezes consegue ver por si mesmo, e pelo outro, também!" [CAPOTE, Truman. Os cães ladram - Pessoas públicas e lugares privados; pg. 42]

marília disse...

Hm.. deu até vontade de escrever umas cartas. de preferência viajar para poder escrever algumas cartas.. heuhehe queria 10% dessa imaginação sua.. só 10%, tá?

marília disse...

mais cartas! mais cartas! mais cartas!