segunda-feira, 10 de março de 2008

Mais um final de tarde

Chega! Basta! Digo com a certeza de quem ainda aprenderá muito na vida que não pode-se suportar mais. Despeça com certa lentidão daquilo que amarra os piores ou até mesmo mesquinhos sentimentos. Afinal, eles não existiram sem propósito ou desmerecidamente. Pense nas oportunidades que vis sentimentos ofereceram para o amadurecimento.

Encene um simples "adeus" na tentativa de se ver livre. Finalmente chegou a hora de querer algo. De querer crescer e ser belo. Quão maravilhoso é perceber que os algozes de outrora descansam tranquilamente onde só havia rancor e até indiferença. Talvez seja esse o mistério que permeia as mais belas nuances e paisagens do cerrado, pois sempre renascem de ambientes tomados um dia pela fúria do fogo.

Abrace qualquer causa. Ter um objetivo, por mais distante que pareça, ajuda a trilhar qualquer caminho por mais tortuoso que pareça. Livre-se de seu relógio. A tanto somos escravos do tempo com suas devidas causas e ansiedade. Faça por merecer. Na verdade, faça porque quer.

Longe da família dos textos ou livros de auto-ajuda-da-melhor-e-mais-bonita-autoestima do universo, escrevo com a intenção de juntamente com qualquer um , seja do mundo dos sonhos ou do real, ter uma vida cada vez melhor. Não escrevo em tentar ou ser feliz. Escrevo no ato, de talvez algum dia, alguém possa me ensinar a não ser tão humano e imperfeito assim.

Despeço mais uma vez. Digo "tchau" aos sentimentos bobocas e palavras sem sentido. Ao som do piano mais ébrio... vou-me.


"Era final de tarde. Uma fita de cetim ousava em balançar ao soprar do vento. O cheiro de terra molhada invadia o ar de forma hostil. Parecia vir das lágrimas que ousavam cair ao relento, pendentes de sentimentos nada específicos. Um turbilhão de imagens e pensamentos soltos viam a mente.

Distante aquela pequena mancha já podia ser agora definida. Os traços tenros daquelas lindas curvas impregnava os olhos com cores vivas. Era ele, caminhando lentamente ao som das folhas daquela tarde. Ah, era final de tarde.

Os passos se apressavam cada vez mais aos braços estendidos. Uma extensão do outro, era assim que sentiam. Sabiam que, ao menor descuido poderiam se ferir eternamente. Eram mais uma vez espírito e carne. Eram mais uma vez irmãos.

As lágrimas não cessaram. Mudaram de cor, como se agora estivesse tudo bem... a mesma coisa outra vida. Outro sentimento."

Peço desculpas àqueles que corajosamente acompanharam meus textos até aqui. Acho que a graça é ver estampada nos olhos, o sorriso da alma depois de tanto tempo distante. Claro que não tenho a pretensão de achar belo ou até mesmo convincente os textos que aqui publico. Espero por mais uma vez enchê-los com minhas confusões sentimentais.
Obrigado.

6 comentários:

Thá disse...

Me encher de 'confusões sentimentais'??

É.. VOCÊ, muito e sempre! Mas faz bem...

:*

Thá disse...

*ar de mistério*

tem uma coisa pra ti!

lááááá no meu blog! =P

Rômulo Chaul disse...

Renatim, Pirei!!!!
xD

Paulinho Apolonio disse...

Cara muito show.
Seus textos me fazem chegar ao mais fundo do entendimento intelectual.
Perfeito.

Laïse disse...

gosto do cheiro de terra molhada. isso não foi uma despedida, foi?

Sanmya disse...

canceriano até a última ponta
=]
bom te ler, bem-te-vi