segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz Ano Novo

Gostaria de desejar a você, aquilo que tanto falta hoje em dia, amor. Não saberia, ou melhor, poderia deixar de desejar mais do que imagino ser suficiente para que tenhamos, em nossas vidas, coisas tão boas e maravilhosas. Todas nossas realizações com amor, acontecem de forma natural e recompensante.

Que o amor, com suas pequenas nuances traga-te, mais carinho e sonhos, do que dores e ilusões. Que saibamos, não somente neste ano que se incia, mas em todos os outros chorar e aprender com as derrotas e contradições. São os sacrifícios e os paradoxos que nos ensinam a não errar novamente.

Erre. Não deixe de tentar e errar por aquilo que tanto almeja. A concretização de qualquer desejo começa com a intenção de querer realizá-lo.

Faça bem a si mesmo. E acima de tudo, AME.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Poemas e dilemas

Nunca serei um Vinicius, ou mesmo maduro, um Drummond...
Penso em Quintana, Cazuza, Renato Russo...
Penso em minhas pedras e meus caminhos
E mesmo na beleza que não é só minha...
Cá com minhas dores e amores...
Vivo uma rosa de Hiroshima.

Nunca serei um Eduardo, ou da mesma forma apaixonado...
Penso em Mônica, Ipanema, amores bem devagarinhos...
Penso em meus castelos e meu reinado
E mesmo sabendo que nada escrevo
Cá com minhas dores e amores
Sentirei sua falta, do beijo, do amor e do cheiro.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Agradecimento aos Pais e aos Ausentes

Bem, com todo esse espírito natalino e de ano novo, coloco aqui, o texto que fiz para o culto ecumênico de minha turma (Comunicação Social 2007 - UFG).


Agradecimento aos pais e aos ausentes

Amor. O sentimento mais nobre entre as pessoas permeava também até pouco tempo, as brincadeiras que os pais inventavam em momentos de carinho e ternura, onde passavam toda a vontade de fazer feliz a sua cria. Mesmo com cara de joelho, papai e mamãe tinham como únicos e perfeitos nós, seus respectivos filhos.

Muitos de nós, formandos, temos a idéia de como foi árduo, trabalhoso, gratificante ou até desafiante para que estivéssemos aqui hoje. Fica na lembrança os olhos experientes de minha vó, que me seguiam atentamente pelos ramos de amora que se espalhavam pela cerca da casa, como se dissessem e quisessem que “esse pequeno pedaço de vida fosse muito feliz”.

Lembro-me também, apesar de muito pequeno, a superação de minha querida mãe ao tentar fazer pela primeira vez um mingau que não fosse sólido, de meu pai ao tentar se fazer presente mesmo pela grande distância que nos separava e assim eu posso dizer, hoje, que como os demais colegas, nos sentimos amados e realizados.

Por isso o espaço e tempo ganharam novos significados. Seja na alma, no coração ou em nossas vidas, a premissa é verdadeira. A companhia independe de condições físicas para ser sentida e agraciada. Mesmo por aqueles que já se foram, que com certeza estão nos regendo com muito afinco emanando toda energia positiva. E queremos que não se esqueçam, sempre amaremos vocês.

Apesar do “Boi da cara preta”, a sensação de segurança nos protegeu das demais adversidades que encontramos no decorrer de nossas vidas. Ora no mertiolate ou mercúrio-cromo quando eram passados em nossos machucados, ora num momento de travessura quando colocávamos fogo ou quebrávamos alguma coisa ou até mesmo nos rabiscos que fazíamos nas paredes ou móveis de nossa casa.

De rabisco em rabisco olha só onde fomos parar?! Não poderia ser a melhor hora para retribuir tudo que vocês, seres divinos e mais que perfeitos, nos ajudaram a conquistar. A profissão que escolhemos, com um olhar bem ecumênico, é abençoada por Deus. Deve existir algo realmente divino na escolha, que nos faz encarar os baixos salários, quando não atrasados, a insegurança do mercado e até ameaças por exercer o ofício de forma mais honrada possível. Ainda bem que vocês sempre estiveram conosco.

É claro que existe o Pai maior. O amor sublime e incondicional é igualmente emanado a todos. Independente de alguma religião ou crença, as energias positivas que permeiam o universo favoreceram para que tivéssemos as melhores famílias presentes aqui hoje. Por isso não poderíamos deixar de agradecer a Deus por mais essa conquista.

É importante lembrar que não são somente pai e mãe, aqueles que nos trazem ao mundo. Vovôs, vovós, irmãos e todos aqueles que conseguem transferir todo o cuidado e afeto desempenham um papel importante na vida de qualquer pessoa. É por isso que esse momento é dedicado também a todos que se esforçaram para que tivéssemos a oportunidade de ajudar outros seres, continuando o ciclo de boas atitudes e perseverança.

Graças a vocês concluímos mais uma etapa em nossas vidas. Temos agora toda força para encarar os desafios que surgirão, chorar as tristezas e viver as alegrias. Podemos então, terminar esse agradecimento com o sentimento que, qualquer momento que olharmos para os lados, não só uma, mas várias mãos estarão estendidas para nos auxiliar.

Muito obrigado,

A Deus, as famílias e a todos que estão aqui presentes;

Renato Cirino

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Minha vida por mim - Onde tudo começa...

Querido diário...

Na verdade eu não saberia dizer se é tão querido assim. A necessidade de guardar minhas memórias num pedaço de papel não me agrada muito. Não tenho filhos. Tenho 20 e poucos anos e alguns amigos. Ultimamente tenho me sentido estranho, e por isso resolvi declamar minha vida a alguém, que por ventura venha a ler.

Gosto de escrever sobre amor, mas não tenho certeza se minha vida foi alguma vez tocada por tal sentimento. Quisera, que nesse momento uma mão para me acariciar, e vingar meus medos e minha solidão. Acho que dessa forma teria eu, mais liberdade e jeito para rabiscar algumas palavras...

"Hoje acordei me sentindo solitário. Uma pequena dor insistia em pulsar na cabeça, como se viesse de meu inconsciente, alertando-me para um dia nada agradável. A festividade de ontem, comemoração de Natal, não foi nada do que imaginava. Levemente embriagado por sentimentos egoístas fiz de meu dia, nada mais do que triste e tolerável.

Foi então, ao tomar uma xícara de chá, lembrei que havia pensado em pular. Se me lembro bem, estava no décimo sétimo andar. Com bermuda e tênis branco... olhando o arco-íris perfeito que se formou no horizonte. Confesso que buscava em meus pensamentos motivos demasiadamente óbvios para não fazer tal besteira.

O tempo parece me levar a caminhos tão incertos quanto meus sentimentos. É como tentar adivinhar em que lugar do mundo cairá a última gota de orvalho. Uma vida sem beira nem eira... cheia de dúvidas e promessas. Clichê como os finais felizes... será, que realmente é assim que gostaria que fosse?

Nada além ou mais que dúvidas."

E é assim que o meu diário Minha vida por Mim começa... tímido e regulado. Nunca saberemos como estaremos no próximo dia, não?!

Que falta de educação a minha... escrivinhando cá com meus botões, esqueci de me apresentar àqueles que por intermédio do destino serão meus leitores, críticos, inimigos ou irmãos... Só quero que aqui, me conheçam por Solidão.

domingo, 23 de dezembro de 2007

O que não é para ser lido #1

Acho que não me entendo, desse jeito meio boêmio. Embriagado pelos ares da vida e da desilusão, não consigo seguir os mesmos passos que meu coração. As coisas vão saindo fora do rítimo, fora da borda e fora da boca... e mesmo naquela última gota parece não ter mais solução.

É aí que espero ficar perto daquilo que acho certo. Os passos tortos procuram o caminho entre meus gênios e complexos. E então eu sinto leveza, igual a de alguém que não tem a obrigação de responder algo que não lhe foi perguntado.

Por isso o amanhã está mais próximo do que possamos imaginar. As mágoas, as dores, as pessoas, as feridas, as alegrias e os temores fazem da energia do universo a criação de meus amores. Tudo aquilo que é difícil e misterioso, um pouco de tudo, um pouco de mim.

A verdade é que quero poder um dia flutuar e saber que as coisas só dependem de mim para darem certo. Tão simples quanto belo. E da mesma forma que somente eu gostaria de querer...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Alguém um dia me disse

Um último suspiro, era tudo que queria. A sina de meus sentimentos traça caminhos que nunca pensei em trilhar. Vejo, exausto, que os olhos profundos e tristes nunca puderam perceber que você estava lá. E eu pensava que seria mais, que seria bom. E então, alguém me disse algo.

Acho que falou que ficaria tudo bem. Então finalmente olharia para o céu, e decidiria para onde fugir. É como se não conseguisse, ou quisesse, carregar esse fardo. Essa sina que me prende a sentimentos não seguros. Que me leva a caminhos tortuosos e que me obriga ao auto-conhecimento.

Viveria de amor se não fosse de mentira. Na verdade, só queria que sua mão tocasse meu corpo, como naquela vez em que éramos puros. A respiração seria rítmica e se faria presente pelos leves gemidos. Sentiria seu coração como se fosse o meu, e realmente, seria. Pelo menos, naquele dia.

Seguraria todo o mundo com as mãos. Abraçaria a vontade de viver e como sempre quisera, precisaria de você. Daquele jeito bem calado esperando que tocasse meu rosto. O sorriso se fundiria ao carinho que me tomaria de alegria. Mas isso tudo me consome.

Não sei se é realidade ou sonho. O sofrimento já não é mais um martírio, mas ainda sim, faz parte de minha alma. É como se a tristeza tivesse conquistado um lugar cativo em meu coração. Então se algum dia, alguém disser pra mim que, "tudo vai ficar bem", sentirei no último suspiro que você não foi mais do que pura imaginação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Razão Pura: anseios e devaneios

Era noite. O súbito toque do relógio anunciava que o atraso se fazia necessário, o que tornava mais doce a expectativa acumulada. Sentado na calçada, admirava o lento passar do tempo, com todas suas medidas e medições. Oito e meia? não, não... já passavam das nove horas quando ela apareceu.

Súbito, o sorriso embrigava-o levando a trafegar por linhas curvilíneas bem traçadas. Parecia despontar a beira de um precipício, causando a leve sensação de liberdade e temor sugestionadas pela adrenalina bombardeada em cada vaso, veia e artéria de seu corpo. As mãos se encontraram... o berço esplêndido se fez naquele abraço, a tão esperado.

O "oi" tímido, sussurrado ao pé do ouvido, entrelaçava todas as falhas temporais criadas pelo acaso do destino. Duas vidas que se resumiram ali, no instante em que os olhos se puseram a postos observando cada gesto, sentido, cheiro e desejo. Queriam mais. Mesmo não se conhecendo. Queriam tudo.

Rapidamente os lábios firmes começaram a percorrer primeiro o pescoço, depois ombro e por fim orelha. Procuravam uma brecha, onde pudessem explorar a efemeridade dos sexos tentando sugar aquilo que lhes davam mais prazer. Ao redor, silêncio. Somente o som estalado dos beijos podia ser ouvidos naquele dia estrelado.

Parecia não mais acabar. Tentavam provar que o ser humano é movido justamente por ações egoístas e desejo de posse. Uma mistura de bobagens que leiam-se nos livros fadados a não cumprirem sua missão. Dialogar. Enquanto os corpos se fundiam em chamas nostálgicas, ele o mais tímido, sentia cheiro de orvalho, que por ventura anunciava o amanhecer do dia.

Reviravam-se, abraçavam-se... desejava de novo que não tivesse mais fim ou para onde ir. Com a luz do dia, a imagem daquela, perfeita, se desfazia aos poucos da mesma forma que se destroem castelos de areia em dias chuvosos. Acordou com o barulho da janela batendo por causa do vento. Suspirou e percebeu que havia caído no sono logo após vários dias acordado.

Mesmo com seus oitenta anos de vida, nunca havia sentido coisa tão real e lúcida como esse sonho. Da mesma forma que os relógios ingleses, marcou-lhe exatamente o peso do tempo e da idade que lhe foi dada. Então debrussado sobre a velha pilha de livros, pode viver, mesmo que num abstrato momento a possibilidade de tocar o infinito, que por ironia do destino, se chamava Virgindade.

Morria, aos 80 anos, Immanuel Kant.
Kaliningrado, 1804.

*

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Resposta ao Fado, a Sorte, a Sina (Antoniel Campos)

Enquanto for meu querer
do mesmo jeito que o seu:
desejo ser ao anoitecer
onde tudo deve acontecer
com a cabeça sob o travesseiro
e os olhos bem fechados
sentindo seu beijo, toque e cheiro
saberia que todo tempo é pouco
mas se não o tivesse... ficaria louco.

O passado é pouco, o futuro é nada
o presente é que me domina
em qualquer curva ou escada,
então só sei que nada sei e talvez
nunca saberei se tudo que pensei
foi pura insensatez.

Mesmo no disfarce
e essa cara deslavada,
mesmo nesse seu erro crasso,
faz de mim a alma amada,
pois já não sei mais o que faço
com essa curiosidade desvairada.

Espero poder ter um princípio
onde tudo é verdade e bonito
que os anjos vivem dizendo:
Pule meu bem, pois o amor
é esse precipício...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sobre coisas sujas

Hoje percorri meus becos e meus medos. Tateando os cantos escuros senti cada lágrima pesar em meu corpo. Gritava por ajuda, pedia e implorava por vírgulas e por pausas. Cheguei a questionar, se isso, realmente teria um fim ou seria um?! E aí, nunca desejei tanto, me sentir em paz e estar de volta em casa.

Na verdade queria mesmo era estar em seus lábios, e poder de novo perguntar, "Está tudo bem?". Como se o oceano de mágoas não fizessem que nosso barco tivesse para onde navegar. Nesses mares tempestuosos, nunca se soube porque começamos e como aqui paramos, quisera nunca mais viajar. E de novo, só desejo ir para casa.

E parece que isso não tem explicação. Esse monstro gigante e sentimental que me devora e insiste em aparecer. Tento mudar os móveis de lugar, o horário de despertar e a coisa continua a acontecer. E não adianta pedir para me decifrar, pois sei que você vai conseguir, ou vai me descobrir de um jeito que não quero.

Realmente não sei de nada mais. Tudo parece tão distante, como aquela paisagem perfeita e intocável. Uma lembrança de você em meus braços e eu todo embaraçado. Um cheiro no pescoço e um cafuné na cabeça, e mesmo assim, continua perfeito do mesmo jeito que meus becos e meus medos... onde encontro meus pontos e meus cacos. Haja perfeição.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quando senti Saudade

Um dia, olhando pela janela de meu quarto, lembrei que sentia falta de um sentimento tão instigador. Queria, na verdade, era ser pego de surpresa, naquele momento em que as notas de piano fossem tocadas metodicamente de forma aleatória. Então, o som fugiria aos meus ouvidos e me surpreenderia pelos olhos. As lágrimas, como não poderiam deixar de ser, insistiriam em cair copiosamente.

Ah, um dia! Meu coração palpitaria de forma acelerada e descompassada. Sem pressa, como numa enxurrada, bombearia para minha alma a razão do meu ser tão emocional. Capaz que viveria a pele rubra, a mão fria e o lábio trêmulo. Teria certeza que sentiria, se isso fosse tão meu. E quisera que também não fosse mais seu.

Esse dia... Provavelmente caberia um "oi bem meu"! E naqueles olhos esquecidos e sofridos, poderia ver a marca daquelas cores tão belas e vistosas. O cabelo estaria ondulado, o sorriso largo e os olhos fechados. E com um pouco de mel colocaria o céu, num pedaço de papel... começaria a misturar até ficar como aquele dia. O dia em que senti saudades...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cansado, desde sempre.

Ouvindo a música de Caetano Veloso, Canto do Mundo, posso ver onde que em mim, a vida é vazia.Vejo também meus monstros marinhos, que agora, tenho certeza nunca foram tão meus. Me foge a mente momentos íntimos tão felizes...

Uma idéia que se forma,
Um olho marejado,
Uma lágrima que cai.
Um sentimento que deforma.

Uma questão de desejar ter asas e voar para longe. Um lugar onde não me acesso, e dessa forma, escondo de meus medos. Sim, covarde, alguns diriam. Mas essa também é uma forma de me encontrar. Num lugar onde não preciso me sentir querido, e nem preciso me amar.

Só quero me entender. Poder pensar... e finalmente, descansar.

domingo, 11 de novembro de 2007

Princesa Perfeição

Pela janela do meu quarto posso sentir melhor. O vento corre em direção ao norte, anunciando uma leve chuva que cairá. No horizonte, a tênue luz do sol, cobre calorosamente os pequenos montes verdes. Parece sonho... daqueles dias nublados, em que podemos contemplar o tempo de forma ociosa e simples.

Mas antes, de poder enxergar a beleza das coisas imprescindíveis, a vida pra mim não era tão bela. De uma forma singela, gostaria de lhes falar... espero não deixar-lhes tristes ou com os sentimentos a flor-da-pele, mas prestem atenção no que vou contar. Começo aqui, a descrever, como um dia, comecei a ser feliz...


"Seguia meu caminho, descalço com os pensamentos míopes e deslocados. Um destino mal traçado, onde tortuosamente era obrigado a trafegar. Embriagado em sonhos e ilusões já não aguentava o peso de um coração a sangrar.

Foi ai, que minha princesa, pude encontrar. Em meus sonhos já via com os olhos sabidos e cheios de risos, que viriam a calhar. Imaginava, de pertinho, com botas brancas e saia de bailarina. Então poderia finalmente escutar: "Oi, por onde você andou?! Estava te esperando".



Suas palavras davam um "q" mais que especial. Era a primeira vez que a lia, o que me obrigava a tentar decifra-la. Mistério e beleza num mesmo lugar. Sonho, estava claro, só poderia ser.


E aí, meio que por acaso do destino, para quem acredita ou não, ela estava lá. Conversamos sobre coincidências, numerologia, tarô, chacras, signos e principalmente, paradoxos. Uma coisa meio sem pé nem cabeça, mas que iam indo... como as coisas do coração.


Foi aí que percebi que a princesa não era tão perfeita. Que na verdade, era gente como eu. Sofria dos mesmos males e sentimentos. Que estava tão distante, assim como os pensamentos, de quem não é completo.

- Ela existe. - Tenho certeza. E pede de vez em quando que "o mundo pare para ela descer, mas muitas vezes o mundo não pára". Então, ela mesmo segue em frente, com suas carências e imperfeições.

O perfeito nunca foi tão abstrato como depois disto. E o que ela não sabe, é que tem gente que sonha com ela, mesmo sem tê-la encontrado. Que torce para que um dia a distância entre eles seja somente um passo para o abraço."

E agora, me desculpem, o cheiro de terra molhada me traz em si. As memórias poderiam ficar um pouco vagas, se aquilo que lhes contei não fizesse parte da cada um de vocês. Fica claro, como as distantes luzes que brilham nessa noite tão linda, que os desejos mais imperfeitos e inesperados, podem fazer de nós pessoas melhores.

Engraçado pensar que parece mais uma daquelas histórias de Happy End. Com príncipes e princesas, cavaleiros, cavalheiros, damas e dragões. Mas eu falo, que isso não existe... a não ser que você se permita a sonhar e reconhecer que a vida é cheia de altos e baixos, e que muitas vezes precisamos andar na contramão.

No fundo, mas bem no fundo mesmo... resumiria tudo isso em amor próprio e imperfeição. Nunca fui tão feliz em querer algo que não fosse ideal ou que me disparasse o coração. Só é feliz quem quer... o meu segredo é querer a Princesa Perfeição.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Dois copos de Tequila e muita vontade de voar.

(escrito em 23/11/06)

Tudo parecia nublado. Seus olhos entre-abertos admiravam a verticalidade do chão, já que encostara seu ouvido esquerdo naquela superfície áspera e fria. Bem distante sentia seu coração. Cheio, vazio, cheio, vazio, cheio e vazio. Assim como aquele copo de Tequila que ele sempre desejou estar cheio. Muita vida, amor, paixões, prazeres, frustrações e arrependimentos. Sentia que em cada gota virada poderia mudar o mundo, ou que o mundo o mudasse.

Mudar as coisas somente se fosse o senhor do tempo. Por mais clichê que pareça é o que ele pensava. Tempo ao tempo, tempo a si mesmo. Até aquele momento não havia lhe dado uma chance para respirar, se renovar. E pensar que tudo começou assim, com um ar ofegante, quente.

As palavras eram sussurradas em seu ouvido. Ela parecia não falar, não falava. O momento escancarava caras e caretas, jeitos e toques. Nessa hora a palavra embriagues ganhava mais um sentido para ele. Embriagado pelos sonhos e pelo amor estava ele atônito diante daquela que julgava ser a mulher da sua vida.

Aquele mundo impreterivelmente relativo de Einstein estava agora mais abstrato. Pela primeira vez dois corpos ocuparam o mesmo lugar no espaço. O tempo, antes responsável por tudo já não existia. Ele virou ela e ela numa conexão de junções se fundiu a ele. Muito além das ciências exatas e gramática os dois se completavam.

A felicidade eterna parecia rondar suas vidas. Eterno entrou num conceito neológico, onde a magia e o sentido da palavra era criada por eles. Eles também deixou de existir, na verdade eram agora um só. Nos abraços, beijos e carícias, nos olhares tristes e risonhos, tudo isso, num só ser, numa só vida. Ele a despia com seus olhos percorrendo as curvas do corpo dela como se conhecessem a séculos. Seus dedos corriam por cada brecha e dobra daquela mulher, como se percorressem em seu próprio corpo, o prazer era o mesmo.

O amor que sentia por ela era tão forte, que numa manhã tranquila, onde o vento trazia o primeiro perfume da primavera, ele resolveu lhe dar a coisa que mais gostava. Não fazia mais sentido ter só para si aquele que carregava os sentimentos mais puros, sinceros e belos. Seu coração, deu a ela sua fonte de vida. Ela era sua vida, vida, vida, amor, amor, amor. Amor e vida, agora de verdade uma coisa só.

Nos encontros e desencontros, besteiras e importâncias os dois se afastaram. Poderia escrever parágrafos e várias páginas justificando o que é inexplicável e mesmo assim ninguém entenderia. Como um amor assim pôde ser distorcido? Ele não sabe... ela? Ele não sabe. Voltaram o tempo e o espaço, muito mais exatos. Tudo parece ser gramaticalmente chato. A forma dura e direta das frases já não são bonitas, não são imperfeitas.

Imperfeito é sem seu coração. O sangue circula por uma caixa vazia, fria. Voar ele não consegue mais. "Onde está ela?" - pensava. Talvez foram as palavras erradas que como num jogo de "cruzadinha" um erro induz a outro. Será que é um jogo? As dúvidas cortam suas veias e seu corpo como navalhas. E o pensamento perdura, "onde está meu coração?".

O sofrimento existe, apesar da paixão e do grande amor ele existe. Assim como a dor de não terminar o que escrevo, assim como a história não acabou. A única coisa que quer é voar, para bem longe... mas sem seu coração ele não vive, ele quer esperar... mas até quando ele dura?! Só pensa numa coisa, "amor, meu querido amor, voltemos a ser um só, com você quero viver eternamente, assim como no fim das histórias e canções de amor".

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Ouvindo: Stereophonics - Mr. Writer
via FoxyTunes

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

...


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...

Tem um tempo que não passa
Algumas coisas que não mudam
E para cada gota no fim da taça
É uma noite que restou

No mais, quero viver em paz
Te pegar no colo, e chamar de meu bem
Assim daquele jeito
Para ouvir que me quer também

Quando parecer o fim do mundo
e alguém disser que acabou
Espero estar surdo
E ter para sempre o seu amor.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Palavras bonitas, beijos e abraços

(escrito em 29/10/06)

O dia estava calmo. A cidade parecia mais tranquila que o normal. Os pássaros faziam sinfonia juntamente com o barulho do vento nas flores das árvores e jardins. A primavera transformara o cinza do inverno no colorido mais alegre do mundo. E naquele dia, suas carícias pintaram em meu coração mais do que as sete cores do arco-íris.

O primeiro contato foi o sorriso. Primeiro seus lindos olhos sorriram para mim, como se uma lagoa com águas brilhantes e límpidas mirassem a lua. E depois timidamente suas mãos correram entre meus braços tentando alcançar os meus ombros, depois meu pescoço. O desconhecido agora era mais íntimo do que qualquer coisa. Como era mágica essa tal de primavera...

A beleza do que realmente era belo embriagava meus sonhos. Assim como a mágica faz parte de tradições ilusionistas. Talvez imaginei as coisas de uma forma bem diferente de como elas aconteciam. Será que o toque era verdadeiro? O cheiro, a pele? No momento poderia ser uma ilusão, mas prefiro acreditar que eram de verdade. Mesmo assim não deixei de pensar, e de sonhar.

Eu adorava admira-la a dormir. Sua aparência verdadeiramente revelada era igual a das flores que embelezavam o jardim do meu coração. Vivemos e crescemos juntos, cada dia mais próximos. No amor o baile de nossas almas justificavam o espetáculo. O ato de se fundir num só corpo, mente e alma reescrevia o que já havíamos vivido e o que viveríamos. Aliás, não viveríamos mais...

Saudade, palavra exclusiva da língua portuguesa, define bem o que senti depois que tudo mudou. As pontinhas do seus dedos corriam pelos meus braços. As cócegas me faziam rir, me faziam bem. Um ar de nostalgia invade o ambiente quando penso nisso. O que resta agora é o sentimento, a imaginação! E eu ainda continuo com a mesma dúvida.. será que o que aconteceu foi de verdade? Acredito que a qualquer momento posso acordar, com o meu suor escorrendo pelos olhos... e pensando... "o que aconteceu?".

Sim, sinto falta das palavras bonitas, dos beijos e abraços. Do olhar silencioso, do sorriso largo. Do toque e das discussões... será que foi verdade?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

... demais ...


Sensível demais... para ler seus lábios e seguir seus passos.
Sensível demais... para te ter no altar e venerar...
Sensível demais... para esperar o seu amor.

Covarde demais... para ouvir aquela música.
Covarde demais... para sentir o seu cheiro...
Covarde demais... para pensar em ti.

Inseguro demais... para te buscar.
Inseguro demais... para te ter em meus braços...
Inseguro demais... para voltar atrás.

E eu fico aqui esperando. Por que é sempre mais fácil esperar? Agora me diz, quando você vai chegar? Meu amor...

domingo, 4 de novembro de 2007

Sweet dreams are made of...

Sentados a beira do precipício o silêncio finalmente fora cortado:

- Oi. - Disse apreensivo.
- Oi.

- Vou contar pra você, uma pequena história, pode?
- Claro. - Afirmou.

- Então... (pigarreou) não importa o quão longe esteja a estrela, o seu brilho continuará a se fazer no infinito do universo, testemunhando laços de amor e amizade, sorrisos e tristezas e as vezes até cortejando a almas daqueles que tiveram a oportunidade de notá-la na vastidão azul do céu (desse aqui, apontou)... e que mesmo depois de morta (silêncio)... sua essência durará a importância que for dada a ela.
- Hum... e por que só agora você me conta isso?

-Bem... - Recuou - Achei que poderia te conquistar.
-De novo? - Incisiva.

-Sim, de novo...
-Que pena. Meio difícil agora...

-Mas por que? - Preocupado.
- Onde estou, não posso ser conquistada. É muito frio e dolorido. Pequeno e triste.

-E que lugar seria esse?!
- Aqui seu bobinho... - aponta para o coração de outrem.

-Mas, e todas as palavras bonitas que disse a você!?
-Continuarão no mesmo lugar, em seus pensamentos, até eu deixar de existir em seus sonhos.

-...
-...

*Silêncio. O vento roçava em suas pernas... logo ali... a beira do precipício.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Receita de Segredos

Vou contar um segredo, que não se lê nos livros. Vem aqui bem pertinho. Quer saber como o amor é feito? Preciso que escute com atenção, aquilo que fala ao coração.

Então as coisas que eu sei, ou as que nunca saberei, poderiam lhe dizer somente meras sensações. E é ai, que fazem a diferença os sentimentos e a imaginação.

Pense numa dança bem gostosa. Num tango meio merengue. Uma coisa romântica e calorosa. Devagar os corpos se fundem em uma pequena sugestão. Um beijo aqui, um cheiro ali e tudo deixa de ser uma ilusão.

O difícil é encontrar alguém que mereça. Todo o tempo, gesto, carinho, lágrimas e comoção. Alguém que realmente reconheça a sua posição. E por isso existe outro segredo. Uma situação em que não se pode ter medo.

E agora, quer saber? Uma coisa que antes deveria te dizer, gostar de você é que de verdade dá maior prazer. Falo de amor próprio, auto-estima e paz interior. Só dessa forma, tranqüila contigo mesma, que trará o verdadeiro amor.

E não existe qualquer lição que eu poderia te ensinar, tirando o fato que aprendi a te amar. Pensando bem, não sei porque fui agora revelar. Mesmo porque sou tímido e inseguro e extremamente imaturo.

Parece pretensão, mas apesar das diferenças... você me deixa conquistar?
Tenho mais um segredo e quero partilhar...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sin Sala Bin!!

Te carrego em meus sonhos, meio aos devaneios... e tudo fica assim, você bem ai, e sempre dentro de mim. Seria uma coisa no jeito, no laço, que me prende no traço e que me deixa afim.

E se um dia me perguntarem? Responderei que sim! Direi aos deuses, políticos, as crianças e aos idosos, homens e mulheres que também desse jeito sou feliz.

Que engraçado não?! Começamos já com o nome dos filhos, e um deles seria João. Uma coisa de santo fruto de uma paixão.

Nossa vida seria (imagino) assim, cheia de rimas, do começo ao fim. Eu pescador e você uma rendeira. Aquele tanto de criança (nada de televisão) imaginou a brincadeira?

E quando chega a luz do sol, acordo e me descubro sozinho. Então espero por mais um dia, chegar a terra do infinito, onde poderei ser mais uma vez um pouco de você e você de mim.

domingo, 28 de outubro de 2007

Solitude e devaneios

Eu sempre fui seu, mesmo sem saber a cor de seus olhos. O seu cheiro de primavera esteve em meus pensamentos, muito antes de imaginar que um dia poderia estar contigo.

E agora, sentado diante a minha solidão, como se estivesse em meu quintal estou com medo de te encontrar. Tremo só de pensar que ainda não me amo o bastante para te possuir. Choro pelo fato de ainda ser atingido pelos dias cinzentos e nublados.

Ah, como eu te quero. Se não fosse essa insegurança do ser-e-não-ser, de não me conhecer, imagino que já poderia estar com você.

Ah, pensando aqui sozinho, vejo-me na imensa tentativa de me tornar fácil. Um ser que consigo decifrar. Que permite se amar como se ama aquilo tão estimado.

E até agora nessa busca incansável e tortuosa, a única coisa que descobri, é que já te amo, antes mesmo de me conhecer.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O dia em que o dente boiou (escrito em 12/01/2005)

Ela era tão linda! Desde o dia em que a vi pela primeira vez nunca mais a esqueci. Era azul, com um banco amarelo. Amarelo ouro, que também formava a espuminha do guidon! Era uma cross... na verdade todos chamávamos de "croisinha".

Meu avô a trouxe embrulhada e assim eu devorava as folhas de papel-presente com fome de curiosidade para poder tocá-la! Ahhh... como meus dia tornaram-se mais divertidos. Brincava de tudo e ainda por cima adorava dar carona para as pessoas, de certa forma a bicicleta tinha me ajudado a ser uma pessoa mais altruísta.

Sempre adorei aventuras e agora estava completo. Minha companheira estava lá, sempre sedenta de velocidade e adrelina. E foi numa dessas "investidas" que meu sorriso mudou para sempre.

O dia começou especial. Acordei e ao olhar a janela vi o nascer do sol... logo logo eu estava nas ruas, descendo uma ladeira conhecida como "descida da morte" pelas crianças. O vento roçava em meu rosto e meus cabelos pela primeira vez balançavam com vontade. Meus olhos se enchiam de lagrimas. Elas percorriam suavemente as maçãs de minha face, e ao fim caiam no infinito e se esfacelavam no ar!

O atrito do pneu emanava um som prazeroso, principalmente ao cortar o asfalto com curvas perigosas e rente ao solo! E eram muitas curvas... a luz dos raios reluziam nos muros das casas... conjunto perfeito, velocidade, emoção e beleza... mas nem tudo foi feliz naquele dia.

La estava ele, estático. Marcelo, com sua grande bicicleta... uma bicicleta de adultos... Uma barra circular para ser mais exato. Comparando, brincávamos que ela era o ônibus, enquanto as outras não passavam de carros ou motos... De certa forma "o monstro" me atraiu... e numa jogada do destino se fez completo o meu desejo.

-Vamos trocar de bicicletas por um instante?! Diz Marcelo.

Respondi positivamente. E assim trocamos os itens que mais adorávamos. E ao se apossar da bicicleta meus olhos se encheram de presunção... era uma situação que me sentia no poder... Não sabia que faria uma viagem que iria ser única em minha vida!

Comecei a descer a ladeira. O vento parecia mais pesado que o normal. As luzes não reluziam mais da mesma forma, mas mesmo assim eu queria descer, insistia em algo que não entendia o porquê, eu só queria poder. Corri como nunca antes... as curvas estavam mais perigosas, diferentes, horrorizantes... o momento se aproximava.

A curva mais difícil se aproximava. Nós a chamávamos de curva "Tamburelo" , aquela em que morreu o nosso grande herói Ayrton Senna. Me aproximava cada vez mais rápido. A bicicleta tomou vida própria... a criatura se revoltou contra o criador... a primeira idéia que veio a minha cabeça era apertar os freios, que ironicamente, numa cena cinematográfica, não funcionaram. Tentava controla-la, mas o seus sórdidos desejos eram mais fortes que o meu, e num pequeno gesto de desistência me entreguei ao acaso, ao meu destino.

O choque foi certeiro e os longos pneus bruscamente se encontraram com a calçada. Num gesto brusco e rápido o guidon me deu um cruzado de direita. Meu rosto virou-se de repente. Um liquido avermelhado saiu da minha boca e escorreu pela face onde antes escorriam lágrimas. Foi tudo rápido e indolor.

Após o choque voei. De certa forma realizei um desejo. Sempre me perguntavam que poderes eu gostaria de ter, sempre quis voar. Esse momento de prazer foi interrompido justamente na hora que me choquei com a calçada, cimentada... a sorte que rolei por cima da grama e os danos não foram tão grandes. Foi incrível! Meus amigos se aproximavam fazendo barulhos de sirene... gritavam, "olha o ayrton, olha o ayrton" e todos foram me socorrer.

Levantei-me e fui para casa. Calado. Meu rosto doía, ele estava ralado... a primeira coisa que fiz foi olhar no espelho... e a primeira coisa que reparei era que faltava uma coisa... Olhei espantado e disse: Caramba, cadê meu dente?!

Tentamos de tudo, inclusive jogar água na grama para ver se o dente boiáva, o que não iria acontecer nunca. Hoje pago pela falta do dente, mas penso que a beleza das pessoas e seus atrativos estão nas suas imperfeições, naquilo que os transforma em distintos.

Não sou muito diferente de milhares de brasileiros, que não possuem dentes, mas o meu "buraquinho" pelo menos é charmoso!

O engraçado é que depois desse dia passei a sorrir sempre... cada vez mais feliz!

domingo, 21 de outubro de 2007

Na falta de versos, meu coração

Palavras me faltaram aos olhos,
para dizer o que sentia por você.
Naquele lugar apertado, dividido.
Ora triste ou confuso chamado Coração.

Diziam que meu sorriso falaria tudo,
e você esperou que não fosse em vão.
Foi ai que começou a se perder
O que pra mim seria certo.

E na confusão dos meus sentimentos,
trouxe suas lágrimas para perto.
Cada segundo, cada momento
se tornou uma ilusão.

Parece infantil, me declarar desse jeito
mas é como eu vi, vivi e senti
Uma coisa meio sem rimas ou regras
mas que ficou marcada no peito

Agora não sei se foi o cheiro,
Fico pensando no abraço
Questionando: será que foi o beijo?!
Que me deixou nessa saudade.

Te confesso que no fim
e no começo sempre te quis assim
Independente, forte, viva e experiente,
tudo que possa manter o seu "jeitim",
e aí, quis eu rimar sim.

E apesar de agora muito distante,
Vivo pensando em você...
Como se deseja a todo instante
Um novo jeito de te ver.

Olha, amei muito, mas muito você.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Quando econtrar o meu amor.

Só sei que estarei lá. No momento do sorriso, da timidez, do olhar meio de lado eu saberei se te encontrei.

Dizem que podemos ver no beijo, no cheiro, na mordida ou na pulsação. O sentimento é certo nos sonhos, e ai não preciso ter razão. Aliás, tudo fica assim, meio sem sentido. A garganta coça, o ar sufoca, o estômago embrulha."Ah! Tenho que estar com você ou me sentirei perdido".

Saudade de uma coisa que ainda não existiu. Ela rasga o peito assim meio sem jeito. Sinceridade?! As vezes parece que isso é uma doença. Algo que prende a algo que é incerto. Ah, quero voltar a sonhar! Não quero mais saber diferenciar.

Então teve um dia que abri os olhos, e juro, você parecia estar lá. Numa coisa meio piegas me senti sentimental. As lágrimas escorriam e insistiam em se desfazer no abismo da janela de meu quarto. Cada suspiro uma tentativa de tentar ver você, mas a névoa da manhã cobria meus pensamentos. Resolvi então dar lugar ao calor do sol. Deixar ele me tocar, cheirar e beijar, no mesmo calor que você faria.

Foi ai que repeti pela "infinitésima" vez a nossa música. Aquela, que sem nos apresentar fez com que você entrasse em minha vida. "Ah, mas que bonita". Nunca esquecerei das vezes que mesmo distante, retornei ao seu colo para repousar. Das vezes em que o cabelo, mesmo não sabendo a cor, amanheceu desarrumado. E aquilo (você ou nosso amor?) se fazia ali, mesmo sem estar.

Sinto que tudo está perto e que mesmo com tudo incerto o futuro há de me guardar... e também sei, que ao me amar um dia lhe encontrarei.

Me espera?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dez passos...

Páááááá! - o barulho ecoou pelos ares.

Deu mais uns dez passos. Arrastou pelas paredes, na tentativa de se ver livre.

Tô fudida - pensou ela na ingenuidade de quem já estava perdida a muito tempo, mas muito mesmo.

Ele segurava a arma, que disparou o projétil, que acertou seu peito. Assim, na linearidade das ações e no decorrer da narrativa até então ela não havia percebido.

Por que? - perguntou ela ao juntar seus últimos suspiros...

Porque eu te amo! - abriu um sorriso de lado... Quero que viva pra sempre com algo meu. - completou ele.

Mas... - e antes que completasse, ele tapou-lhe a boca com o dedo indicador. Segurou lhe o rosto e disse:

O que te acertou foi a minha vontade de querer seu amor assim, sempre perto e dentro de mim. Viveremos esses segundos como se fossem únicos, com a certeza que te seguirei pelo infinito.

E parafraseando ele completou: "Vai indo que eu já vou".

Sei lá, amor acontece, das mais variadas formas, difícil explicar isso.

Para minha amiga Isa Maria (carinhosamente).

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Escutando: Legião Urbana - Giz
via FoxyTunes

Talvez amanhã

Eu não sei o que você quer ou o que sente. Sei que não adianta mais o meu cheiro, meu toque, meu jeito e meu beijo. Sei que não fui o suficiente, e olha, não quero dizer apenas, "me entende?!".

Mas talvez amanhã tudo esteja diferente. E você, já pensou? Seríamos como gente. Daqueles que amam, que choram e que sentem. Parados ou em movimento, qualquer lugar é lugar. Qualquer pecado, toque ou desejo é só um pouco do que nos faz bem.

E olha como a vida é bonita. Ela não é perfeita, mas nos enche de graça. Tudo isso porque eu vivo pelo amanhã, eu busco aquilo que ainda não tenho.

E eu espero meu amor... que o meu amanhã seja tão belo como o seu, não importa quanto tempo dure o meu vício de te querer bem. Ah, ainda bem que existem os "amanhãs". Ainda bem.

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Escutando: Stereophonics - Maybe Tomorrow
via FoxyTunes

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Memórias de você

"E pelos caminhos mais belos que a vida me leva, trago comigo a lembrança do seu carinho. Seu sorriso permanece em minhas memórias como se fosse meu nome. Aquilo que me marca e me consome traz também força para continuar... Nos caminhos mais árduos lembro do seu abraço. A energia flui entre os corpos, como se não existissem barreiras. Com sua energia, os passos sempre foram mais leves..."

domingo, 7 de outubro de 2007

O mar

O vento mexia a palhoça, enquanto o som das ondas parecia embalá-lo

O mar realmente era a coisa mais bonita que vira no dia... A saudade apertada rasgava-lhe o peito

Sentiu que uma lágrima beirava o suicídio...

Enquanto os grãos de areia se desmontavam como a sua própria vida.

O olhar era direcionado ora para o chão ora para o céu. Como nunca, quisera voar. Invejou os pássaros por alguns instantes. Parou... Percebeu que a água corria entre seus dedos enchendo-o de uma sensação específica... Inquietante...

Nem percebeu, mas ao reparar já morria o dia. As sensações estavam expressas em seus olhos, que pareciam brilhar com o reflexo do sol na água.

E ele quis, e muito, fugir para o horizonte. Para sempre. Finalmente poder dormir com o sol.

sábado, 6 de outubro de 2007

Desejo

"Quero, mais que o desejo de matar aquilo que nos mata, sentir que um dia poderei ser perfeito o suficiente para amar o amor daqueles que sinceramente amam. Quero poder esperar, que esse dia chegue, e sonhar mesmo não podendo ver, que o sorriso foi verdadeiro me tornando um ser completo"

Pra você. com carinho... miúdo.

domingo, 23 de setembro de 2007

Eu por eu mesmo

"Dei um mergulho assustador no infinito do meu psíquico, e descobri em mim um ponto psicológico (talvez até escatológico), um sentimento inteiramente inédito no "seruhumano". Não seriam sentimentos piegas ou até debochados, mas que fazem de mim, uma vírgula fadada a estar sempre no lugar errado, sem nos esquecer que antes de p e b vem o 'm'"